Utopia
(Do gr. u, particula negativa e topia, de topos, lugar, o que não está em nenhum lugar).
a) Nome que Thomas Morus deu a um país imaginário (a ilha Utopia), em que vivia um povo feliz, graças às leis e aos costumes sábios que presidiam aos seus atos e à sua vida econômica.
b) No fim da Idade Média e no início do Renascimento, surgiram inúmeras concepções de vida perfeita, a maioria inspiradas nos costumes e exemplos dos primitivos americanos.
c) Pejorativamente, emprega-se para acusar todo e qualquer Ideal político, cuja aplicabilidade é julgada impossível por não corresponder, nem ser adequada à realidade humana.
O exame cuidadoso do que é realmente utópico e do que é tópico é matéria que exige cuidadosa análise, porque muitas utopias tornaram-se realidade, enquanto muitas concepções, consideradas tópicas, não passaram de simples quimeras.
Referência: Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais,
Prof. Mário Ferreira dos Santos
