Utilidade na Economia

Qualificamos de úteis os objetos que permitem dar satisfação às necessidades e chamamos de utilidade a esse caráter. Consideramos a utilidade maior ou menor, quanto maior ou menor for a necessidade que ela puder satisfazer. Para um fisiologista, os alimentos são dados constantes e valem pelo seu poder nutritivo. Para o homem, depende a utilidade do julgamento que dela faça quem dela precisa. Para o economista, são úteis todas as coisas que respondem à necessidade do homem, sem se preocupar em saber se são elas naturais, imaginárias, ou até viciosas. Embora a Economia olhe assim as necessidades, as encara, porém, sob o ângulo meramente quantitativo e extensista, e não sob o ângulo qualitativo e intensista, cuja diferença fundamental ressaltará, quando estudarmos o valor, na parte analítica.

Dizia Nietzsche que é a dificuldade que dá valor às coisas. Realmente o homem, em seu julgamento de valor, procede dessa forma. Como a vida, para ser mantida, exige do homem esforços, portanto onerosos, custosos, está a economia imbuída desse espírito de só julgar como bem econômico aquêles cuja obtenção nos é custosa. As águas de um rio, que servem às necessidades de uma população, que delas pude usar à vontade, não são consideradas um bem econômico. Mas, se amanhã, se tornam propriedade de alguém e, para usá-Ias, é necessário dar em troca alguns bens ou o que os represente, dêsse dia em diante passariam essas águas a serem consideradas um bem econômico.

Assim a economia trata das trocas e regula a utilidade pelo que ela custa e não pelas necessidades que ela satisfaz. Vemos assim, que a utilidade está em relação ao esforço despendido na obtenção dos bens, no sacrifício que exige para a sua aquisição. Assim, para resumir, entendem os economistas, como bem, uma coisa essencialmente útil, porém não se trata apenas do que se possa chamar sua utilidade objetiva; ou seja, sua aptidão à satisfação de uma necessidade, mas, sim, sua utilidade subjetiva. Desaparecendo o sacrificio, o ônus, perde a coisa o seu caráter de utilidade econômica.

 

Referência: Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais,

                       Prof. Mário Ferreira dos Santos

 

 

 
Carrinho de Compras



O seu carrinho de compras encontra-se vazio no momento.

Busca de Livros

VIDE Editorial Login





Produto em Destaque
À Paz Perpétua

À Paz Perpétua

R$6,00