Filósofo
Filósofo -
a) Diz-se que Pitágoras, ao ser interrogado o que era, declarou-se philosofos (de phílos, amor e sophia, saber), um filósofo. Para Pitágoras, a Verdade pertence à suprema instrução, à Mathesis Suprema, a Verdade que está em todas as coisas, e que é a verdade de todas as coisas. Esta nos está velada, ocultada. O homem, que a busca, o homem que quer saber algo sobre a verdade, é um viandante que percorre o caminho do saber, partindo de um para outro lado, aumentando, assim, os seus conhecimentos, conexionando os fatos em teorias, e buscando conhecer a origem e o destino de todas as coisas e do homem. Esse afanoso de saber as primeiras e últimas causas é o filósofo, e esse afanar em busca da Mathesis Suprema é a Filosofia. Desde então, é este o significado nobre e mais elevado desse título. Ademais, ao filósofo, não basta apenas esse afanar-se pelo saber, mas, também, uma emergência mental hábil e aguda, capaz de penetrar, munido apenas do pensamento, nos mistérios onde se ocultam as verdades dispersas das coisas, que são o caminho da Verdade Suprema. E essa capacidade aguda, arguta e saudável do pensar profundo, é a mens plúlosophica, a mente filosófica.
b) O termo é também empregado, e indevidamente, para nós, para os que se ocupam com o estudo da filosofia, e que escrevem sobre filosofia sem a ela se dedicarem devidamente.
c) Também é empregado, e também para nós indevidamente, e por ignorância, para intitular aos que se dedicam apenas a uma vida teórica, alheios aos fatores reais.
e) Há, ainda, o emprego popular de chamar filósofo o homem descuidado, alheio à realidade da vida, indiferente ao seu bem estar, e às vezes, até, com a sua limpeza e saúde. Felizmente, esse emprego desaparece aos poucos, e só surge em pessoas ignorantes.
Referência: Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais,
Prof. Mário Ferreira dos Santos
a) Diz-se que Pitágoras, ao ser interrogado o que era, declarou-se philosofos (de phílos, amor e sophia, saber), um filósofo. Para Pitágoras, a Verdade pertence à suprema instrução, à Mathesis Suprema, a Verdade que está em todas as coisas, e que é a verdade de todas as coisas. Esta nos está velada, ocultada. O homem, que a busca, o homem que quer saber algo sobre a verdade, é um viandante que percorre o caminho do saber, partindo de um para outro lado, aumentando, assim, os seus conhecimentos, conexionando os fatos em teorias, e buscando conhecer a origem e o destino de todas as coisas e do homem. Esse afanoso de saber as primeiras e últimas causas é o filósofo, e esse afanar em busca da Mathesis Suprema é a Filosofia. Desde então, é este o significado nobre e mais elevado desse título. Ademais, ao filósofo, não basta apenas esse afanar-se pelo saber, mas, também, uma emergência mental hábil e aguda, capaz de penetrar, munido apenas do pensamento, nos mistérios onde se ocultam as verdades dispersas das coisas, que são o caminho da Verdade Suprema. E essa capacidade aguda, arguta e saudável do pensar profundo, é a mens plúlosophica, a mente filosófica.
b) O termo é também empregado, e indevidamente, para nós, para os que se ocupam com o estudo da filosofia, e que escrevem sobre filosofia sem a ela se dedicarem devidamente.
c) Também é empregado, e também para nós indevidamente, e por ignorância, para intitular aos que se dedicam apenas a uma vida teórica, alheios aos fatores reais.
e) Há, ainda, o emprego popular de chamar filósofo o homem descuidado, alheio à realidade da vida, indiferente ao seu bem estar, e às vezes, até, com a sua limpeza e saúde. Felizmente, esse emprego desaparece aos poucos, e só surge em pessoas ignorantes.
Referência: Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais,
Prof. Mário Ferreira dos Santos
