Cínicos
Cínicos - Nome dado a uma escola grega de filosofia, fundada por Antístenes de Atenas, discípulo de Sócrates, que funcionou no ginásio Cinosarges.
Afirmavam os cínicos que a verdadeira felicidade funda-se na vida reta e inteligente; ou seja, na vida virtuosa. Esta vida virtuosa consistia, para eles, no alcançar a maior independência possível da influência dos fatores externos ao homem. Para tanto, deveria cada um dominar os seus desejos e carências. Pregavam a libertação dos costumes, convenções e preconceitos, bem como a diminuição dos desejos e apetites, apenas a um indispensável para a manutenção da vida, renunciando a tudo quanto de supérfluo lhes oferecia a civilização. Temos o exemplo extremo de Diógenes, que quis viver uma vida natural, em plena polis civilizada, tendo por moradia um tonel e evitando o uso até dos utensílios mais simples da vida civilizada.
Como entre os cínicos surgiram hipócritas, e com o decorrer do tempo a doutrina, por seu revolucionarismo, foi aproveitada por demagogos, a palavra tomou um sentido pejorativo. Daí cinismo significar a falta de reserva que, na convivência social, faz dissimular certos sentimentos degradados, certas tendências perversas, em que os mesmos são até alardeados, são proclamados pelos que os sentem e os sofrem. Diz-se que é cínico aquele que indecorosamente, exibe as suas propensões e proclama suas tendências e seus atos antimorais. O cinismo, em suma, é o oposto ao pudor e ao decoro.
Referência: Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais,
Prof. Mário Ferreira dos Santos
Afirmavam os cínicos que a verdadeira felicidade funda-se na vida reta e inteligente; ou seja, na vida virtuosa. Esta vida virtuosa consistia, para eles, no alcançar a maior independência possível da influência dos fatores externos ao homem. Para tanto, deveria cada um dominar os seus desejos e carências. Pregavam a libertação dos costumes, convenções e preconceitos, bem como a diminuição dos desejos e apetites, apenas a um indispensável para a manutenção da vida, renunciando a tudo quanto de supérfluo lhes oferecia a civilização. Temos o exemplo extremo de Diógenes, que quis viver uma vida natural, em plena polis civilizada, tendo por moradia um tonel e evitando o uso até dos utensílios mais simples da vida civilizada.
Como entre os cínicos surgiram hipócritas, e com o decorrer do tempo a doutrina, por seu revolucionarismo, foi aproveitada por demagogos, a palavra tomou um sentido pejorativo. Daí cinismo significar a falta de reserva que, na convivência social, faz dissimular certos sentimentos degradados, certas tendências perversas, em que os mesmos são até alardeados, são proclamados pelos que os sentem e os sofrem. Diz-se que é cínico aquele que indecorosamente, exibe as suas propensões e proclama suas tendências e seus atos antimorais. O cinismo, em suma, é o oposto ao pudor e ao decoro.
Referência: Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais,
Prof. Mário Ferreira dos Santos
