Cientismo
Cientismo - Por influência do século XIX, ainda em nossos dias, há aqueles que julgam que a Ciência, no sentido que tem este termo hoje, é capaz de oferecer a solução para todos os problemas da vida humana, inclusive os metafísicos, e que, por sua vez, há necessidade, também, de reduzir a métodos científicos as especulações que pertencem ao campo da própria Filosofia. Afirmam, ademais, que os métodos científicos, além de suficientes, são os únicos que poderão dar ao homem a solução de seus magnos problemas. Em face das vitórias obtidas pela Ciência, é natural que alguns cientistas, que não se dedicaram eficientemente ao estudo da Filosofia, julguem que é possível a redução daquela a esta, com uma facilidade maior do que a que realizam alguns físico-químicos, que reduzem, precipitadamente, a Biologia à Físico-química. Há, contudo, algo positivo na posição do cientismo, e a positividade está apenas nisto: o que há de mais sólido e fundamental no processo teórico da Ciência são as normas dadas pela matemática. Mas a matemática não é uma disciplina científica apenas, ela é sobremaneiramente filosófica. Por isso, ela classifica-se como ciência auxiliar, intermédia entre a Filosofia e a Ciência, como se concebe hoje. Ao examinarem-se as diferenças fundamentais entre a Ciência e a Filosofia, verifica-se a improcedência do cientismo.
O que, ademais, revela a incapacidade do cientismo de resolver os magnos problemas da Filosofia, está no fato de a ciência se circunscrever apenas ao campo das coisas contingentes e acidentais, enquanto a Filosofia invade a dos seres necessários.
Referência: Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais,
Prof. Mário Ferreira dos Santos
O que, ademais, revela a incapacidade do cientismo de resolver os magnos problemas da Filosofia, está no fato de a ciência se circunscrever apenas ao campo das coisas contingentes e acidentais, enquanto a Filosofia invade a dos seres necessários.
Referência: Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais,
Prof. Mário Ferreira dos Santos
