Bramanismo
Bramanismo - É uma fórmula filosófica da antiga Índía, que, segundo os documentos que dispomos, inaugura a especulação filosófica no Rig-Veda, que é uma coleção de hinos do segundo milênio antes de Cristo.
Essas especulações filosóficas, teológicas e éticas foram realizadas e expostas pela classe sacerdotal de então, os brâmanes. Brâmane é uma palavra mágica, que quer dizer a força do saber, poder superior, que é o ponto de partida para um saber metafísico. Posteriormente, esta palavra tomou o sentido do absoluto, da alma do mundo, do panteísmo impessoal, sendo brahman a meta final dos vedas e dos upanishades, que são coleções não sistemáticas de textos, que vão de 800 a 300 anos antes de Cristo.
Nos primeiros trabalhos do Rig Veda já se observa uma tendência à unidade. As fundamentais perguntas são sobre a origem do mundo e o deus desconhecido, e o exame do poder mágico dos ritos, que simbolizam a criação do mundo. Brahman identifica-se com Ahtman, que é o eu mais neutramente considerado. Desta alma, desceu Ahtman. Todos participam dele e dai a frase hindú ayman ahtma brahma: tat tvam así, ou seja, eu tenho a alma de Brama, portanto sou igual a ele, eu me identifico com o divino.
Nos Upanishades antigos, 800 a. C., “Brama é o universo, e a minha alma é brama”. O que se distingue do brama ahtman é doloroso, e para que alguém alcance a existência futura dependerá de uma ação moral (karma), mas essa marcha para Brama dá-se através de formas evolutivas da metempsicose (sânsara). A salvação final, portanto, será a libertação do sânsara. Nos Upaníshades recentes, que são próximos à nossa era, as especulações filosóficas se processam sobre o valor da realidade, na busca de um caminho para o absoluto (Yoga), e Deus já é examinado como algo transcendente (teísmo). Dos trabalhos realizados pelos brâmanes é que vão surgir todas as posteriores correntes do pensamento hindu, que são chamados os seis sistemas.
Referência: Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais,
Prof. Mário Ferreira dos Santos
Essas especulações filosóficas, teológicas e éticas foram realizadas e expostas pela classe sacerdotal de então, os brâmanes. Brâmane é uma palavra mágica, que quer dizer a força do saber, poder superior, que é o ponto de partida para um saber metafísico. Posteriormente, esta palavra tomou o sentido do absoluto, da alma do mundo, do panteísmo impessoal, sendo brahman a meta final dos vedas e dos upanishades, que são coleções não sistemáticas de textos, que vão de 800 a 300 anos antes de Cristo.
Nos primeiros trabalhos do Rig Veda já se observa uma tendência à unidade. As fundamentais perguntas são sobre a origem do mundo e o deus desconhecido, e o exame do poder mágico dos ritos, que simbolizam a criação do mundo. Brahman identifica-se com Ahtman, que é o eu mais neutramente considerado. Desta alma, desceu Ahtman. Todos participam dele e dai a frase hindú ayman ahtma brahma: tat tvam así, ou seja, eu tenho a alma de Brama, portanto sou igual a ele, eu me identifico com o divino.
Nos Upanishades antigos, 800 a. C., “Brama é o universo, e a minha alma é brama”. O que se distingue do brama ahtman é doloroso, e para que alguém alcance a existência futura dependerá de uma ação moral (karma), mas essa marcha para Brama dá-se através de formas evolutivas da metempsicose (sânsara). A salvação final, portanto, será a libertação do sânsara. Nos Upaníshades recentes, que são próximos à nossa era, as especulações filosóficas se processam sobre o valor da realidade, na busca de um caminho para o absoluto (Yoga), e Deus já é examinado como algo transcendente (teísmo). Dos trabalhos realizados pelos brâmanes é que vão surgir todas as posteriores correntes do pensamento hindu, que são chamados os seis sistemas.
Referência: Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais,
Prof. Mário Ferreira dos Santos
